Nvidia, Nike, Costco, Micron e Reddit pediram para ficar de fora da plataforma de ações tokenizadas da OKX com a ICE. Com elas, sobe para 50 o número de empresas que recusam a inclusão de seus papéis no sistema.
A informação é da jornalista Eleanor Terrett, que cobre o setor em Washington.
O que é a plataforma
A OKX, exchange de cripto, montou com a ICE, dona da Bolsa de Nova York, uma estrutura para negociar versões tokenizadas de ações americanas. O modelo funciona sob uma isenção da SEC e já tem 63 papéis disponíveis.
Tokenizar ação é emitir um título digital que representa o papel guardado em custódia. O dono não vira acionista da empresa, mas ganha exposição ao preço, com liquidez de cripto e negociação fora do horário da bolsa.
Por que as empresas reclamam
O motivo não é ideológico. A briga é sobre consentimento: as companhias dizem que foram incluídas sem pedir, no modelo de quem precisa se manifestar para sair em vez de autorizar para entrar.
Há também queixa técnica, sobre a defasagem da cotação usada nesses ativos em relação ao preço real na bolsa.

Quem já tinha dito não
Microsoft, Goldman Sachs e outras empresas já haviam se posicionado contra. A lista cresceu de 16 para 50 em poucas semanas, o que mostra que o desconforto não é caso isolado.
O que muda na prática
Para quem compra, a diferença é jurídica e não aparece na tela. Um token de ação não carrega direito de voto, não paga dividendo do mesmo jeito e depende de a estrutura continuar de pé.
- Exposição ao preço: existe;
- Direito de acionista: não;
- Garantia de resgate: depende do emissor e da custódia por trás.
Conclusão
A tokenização de ações é apresentada como o futuro do mercado. O detalhe é que as empresas tokenizadas não foram consultadas.
Quando 50 companhias, entre elas a maior fabricante de chips do mundo, dizem que não querem estar ali, o problema deixa de ser técnico. Vira uma pergunta sobre quem manda no próprio papel.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos envolvem alto risco.
Fonte: BlockBeats, com informações de Eleanor Terrett
