A Binance já repôs 90% dos ativos roubados no maior hack da história das criptomoedas. Na sexta-feira o número era 80%. A promessa agora é liberar os saques no domingo.
Quem paga a conta é a própria exchange.
“A Binance vai absorver o impacto financeiro dos fundos roubados, não os usuários.”
De onde sai o dinheiro
Três fontes, segundo a empresa: o caixa da própria Binance, uma parte do SAFU (o fundo de proteção aos usuários) e um pedaço do fundo de seguro do mercado de futuros.
A exchange afirma que o fundo de seguro continua acima do mínimo exigido pelas regras de gestão de risco. Não disse quanto cada fonte colocou, nem quanto do dinheiro roubado já foi efetivamente recuperado.
O que ainda falta
Os 10% restantes são tokens de baixa liquidez, justamente os mais difíceis de comprar sem mexer no preço. A Binance segue comprando no mercado e em operações de balcão.
Segundo a exchange, os saldos dos clientes em bitcoin, ether e outros oito ativos estão 100% lastreados. É a parte que importa para quem tem conta lá.

E a prova?
Aqui está o ponto que merece atenção. A CertiK disse na sexta-feira que precisava de mais informação para verificar os US$ 5 bilhões que a Binance diz ter em tokens de reposição.
A exchange publicou um novo retrato das reservas, mas avisou que a prova criptográfica completa ainda está sendo gerada. O cálculo leva de 40 a 50 horas de processamento.
Ou seja: até segunda-feira, o que existe é declaração da empresa, não prova matemática. A diferença entre as duas é o que separa confiança de fé.
O que isso muda para quem usa a Binance
- Saques: devem voltar no domingo, depois de três dias suspensos;
- Saldos: os principais ativos estão lastreados, segundo a exchange;
- Prova de reservas: completa só a partir de segunda;
- Congelados: cerca de US$ 3 bilhões seguem bloqueados por Tether, Circle e outras empresas, conta separada da reposição.
Conclusão
Repor 90% de um roubo de US$ 6,3 bilhões em três dias é rápido. Seria mais rápido ainda se a prova viesse junto com o anúncio.
A Binance tem até domingo para mostrar que o número é real. Se os saques abrirem sem susto, o caso vira manual de como uma exchange grande atravessa uma crise. Se não abrirem, o maior roubo da história ganha o segundo capítulo.
Leia também: Binance já tem US\$ 5 bilhões dos tokens roubados; Binance sofre hack de US\$ 6,3 bilhões, o maior da história.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos envolvem alto risco.
Fonte: Cointelegraph (reportagem original)
