A Binance já tem US$ 5 bilhões nos mesmos tokens que foram roubados na quinta-feira. O resto, está comprando no mercado e em negociação direta, para recompor o estoque antes de voltar ao normal.
A reserva total anunciada é de US$ 6,34 bilhões. Não inclui os cerca de US$ 3 bilhões que já foram congelados por emissoras de stablecoin e outras exchanges.
Como funciona essa reposição
A conta é simples: para cada token levado, a exchange precisa ter a mesma quantidade em caixa. Como parte do estoque já existia, sobrou comprar o que faltava.
A própria Binance admitiu que algumas compras vão demorar. Token de liquidez baixa não se compra no atacado sem mexer no preço, e operação de balcão tem prazo de liquidação.
A co-CEO Yi He disse que vai divulgar nova atualização quando as compras terminarem. Até lá, o mercado fica sem saber exatamente quanto ainda falta.

Quando os saques voltam?
Depósitos já operam normalmente. Saques seguem suspensos enquanto a exchange refaz a segurança do serviço, com previsão de liberação em até 48 horas.
O FBI entrou no caso. A Binance confirmou a cooperação com as autoridades, sem dizer quais outras agências participam do rastreamento.
E a Aave, já liberou?
Sim. O protocolo reabriu depósitos e empréstimos em todos os mercados V3 e V4. Saques e pagamento de dívida nunca chegaram a ser bloqueados.
O detalhe que chamou atenção está no que o invasor fez antes do congelamento.
Ele depositou 60 milhões de USDT e tomou emprestado 19.762 WETH, cerca de US$ 44,6 milhões, entre 20h58 e 21h01 UTC de quinta. Foi 40 minutos antes do primeiro congelamento.
Foi a única posição dele em toda a rede, e ele não voltou a mexer depois das 21h01. A posição seguiu lastreada: US$ 59,9 milhões em garantia contra US$ 43,8 milhões de dívida. Nenhum fornecedor de liquidez do Aave ficou no prejuízo.
O fundador Stani Kulechov confirmou a reabertura dizendo que todas as posições continuavam sobrecolateralizadas.
O que ainda está em aberto
A Binance prometeu um relatório técnico completo quando a investigação terminar e uma Prova de Reservas atualizada. Nenhuma das duas tem data.
E segue solto o pedaço que não volta: segundo a Elliptic, US$ 3,3 bilhões já foram convertidos em ativos que nenhuma emissora pode congelar.
Conclusão
A operação de contenção está funcionando melhor do que o tamanho do roubo sugeria. Metade congelada, estoque em reposição, protocolo de crédito reaberto e nenhum usuário do Aave no prejuízo.
O que continua sem resposta é como o computador de um engenheiro abriu a porta para o maior roubo da história do setor.
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Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos envolvem alto risco.
Fonte: Cointelegraph (cobertura ao vivo) e relatório da LlamaRisk no fórum do Aave
