Nubank, Coinbase e Ripple pedem licença ao BC no prazo final

Capa: Nubank, Coinbase e Ripple pedem licença ao BC no prazo final

Nubank, Coinbase e Ripple estão entre as empresas que apresentaram pedido de licença ao Banco Central para atuar como prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs). Os protocolos foram feitos entre 28 e 29 de outubro, na véspera do prazo que termina nesta sexta-feira (30).

Quem já fez o pedido de licença

Além das três, protocolaram pedido nos últimos dias:

Infográfico: pedidos de licença de PSAV no Banco Central
Números da notícia. (Arte: CGBR.NET)
  • Urban, de infraestrutura institucional para ativos digitais;
  • Foxbit, corretora cripto;
  • Cademartori Z Soluções, SuitCoin, Neo Ativos Virtuais e TRKBIT, intermediadoras;
  • Grupo Braza e B&T Corretora de Câmbio, no câmbio;
  • Stark Bank e S3 CACEIS, banco digital e custodiante.

Ao longo do mês, já haviam entrado Binance, Bybit, OKX, Mercado Bitcoin e Ripio. Entre os bancos, além do Nubank, Itaú e Inter também pediram autorização.

Quantos pedidos existem hoje

A ferramenta de acompanhamento da Cainvest aponta 33 pedidos abertos. Desse total, dois estão em análise do Banco Central, três estão na agenda da autoridade para decisão e dois aguardam documentos ou resposta da empresa para seguir no processo.

O que acontece com quem não pedir

Pela regra publicada pelo Banco Central no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país precisa apresentar o pedido de licença até 30 de outubro para continuar operando. Quem não apresentar perde o direito de funcionar e passa a ser tratado como instituição irregular pelas autoridades brasileiras.

O que as empresas dizem

A Coinbase afirmou que trabalha para atender às exigências do BC conforme o marco regulatório é implementado de forma gradual. A empresa disse que quer levar ao país o conceito de “Everything Exchange”, reunindo ativos cripto, câmbio e serviços de pagamento numa só plataforma.

A Ripple disse que o pedido “reforça o compromisso de longo prazo da empresa com o mercado brasileiro” e com a construção de um ecossistema cripto seguro e transparente.

Conclusão

O prazo que vence hoje transforma o Brasil em um dos poucos mercados em que operar com cripto passa a exigir licença bancária explícita. Para o usuário, a mudança prática é que a lista de corretoras legalmente autorizadas vai ficar menor e mais fácil de conferir, e quem ficar de fora simplesmente não poderá atender brasileiros.

Leia também: Binance pede licença ao Banco Central e tira 22 criptoativos do Brasil.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos envolvem alto risco.

Fonte: Exame (reportagem original)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *